Input your search keywords and press Enter.

Hamas ataca Israel e Netanyahu declara guerra ao grupo palestino

Ao fim do feriado judaico de Sucot e a exatas cinco décadas da guerra do Yom Kippur, Israel é alvo de vários mísseis vindos da Faixa de Gaza. Em retaliação, o território palestino é duramente bombardeado pela força aérea israelense. O Hamas assume a autoria dos atentados terroristas e realiza também outros ataques por ar, terra e mar, além de sequestros de dezenas de reféns, nas cidades ao sul do Estado judeu. As vítimas fatais em ambas as partes do conflito podem ser contadas às centenas, com números que sobem vertiginosamente

Em carta ao então presidente Harry Truman (1884-1972), datada de 22 de março de 1948, a ex-primeira-dama americana Eleanor Roosevelt (1884-1962) assim se referiu à inutilidade das guerras: “Ninguém ganhou a última guerra, nem ninguém ganhará a próxima”. A citação é bem apropriada a todos os conflitos vividos pela humanidade e parece exatamente sob medida para o momento atual.

Somente para falarmos das barbáries mais recentes, como se não bastassem os conflitos insolúveis na Síria e no leste europeu (entre Rússia e Ucrânia) ou a guerra “esquecida” do Iêmen, que deixou mais de 300 mil mortos e foi classificada pela ONU como “a pior situação humanitária do mundo” (detalhe: foram oito anos de conflito e chegaram a ocorrer 700 ataques aéreos em apenas um mês, com pouca atenção da mídia ocidental), o mundo voltou a acordar neste sábado (7) estarrecido com mais um conflito de proporções incalculáveis, porque ainda bem longe do fim: o ataque a Israel pelo grupo Hamas e a consequente represália do primeiro-ministro hebreu, Benjamin Netanyahu, que declarou guerra aos territórios palestinos.

Os ataques aconteceram principalmente na parte sul do país. Segundo observadores, “milhares” de foguetes foram lançados. As Forças de Defesa de Israel declararam, ainda, que “vários terroristas infiltraram-se no território israelita a partir da Faixa de Gaza”.

O Hamas assumiu a autoria dos ataques e garantiu que se trata do início de uma operação nunca antes vista para a retomada do território, que é uma reivindicação histórica de grupos radicais da região desde que Israel expandiu suas fronteiras, após a Guerra dos Seis Dias (1967), que resultou em célere conquista do Estado hebreu diante dos exércitos do Egito, da Síria e da Jordânia. Com o êxito, Israel anexou ao seu território a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém e as Colinas de Golã. O Hamas originou-se em 1987 e é tido como a maior organização islâmica radical dos territórios palestinos.

Após os primeiros ataques, Netanyahu batizou a operação de retaliação, denominando-a com o nome de Espadas de Ferro. No mesmo pronunciamento, o primeiro-ministro convocou reservistas para o contra-ataque. Ainda no mesmo dia, a Casa Branca se pronunciou sobre o conflito. O presidente americano Joe Biden declarou que apoia a reação de Israel e garantiu que o Estado hebreu terá todo o apoio bélico e logístico necessário dos EUA para a continuidade da guerra. Analistas especialistas em Oriente Médio têm afirmado que o presente conflito é o maior sofrido na região nos últimos 50 anos e que ele só foi possível de ter acontecido devido a uma catastrófica e irresponsável falha de segurança do Estado judeu.

Segundo a imprensa internacional, os serviços de emergência já confirmaram que mais de 500 pessoas morreram e os números podem alcançar cifras de milhares ainda nesta semana, sem mencionar a quantidade de feridos.

Carro atingido na Faixa de Gaza. Foto: Mahmoud Issa/Reuters

Origem do Hamas

Dentre os diversos grupos radicais de militantes islâmicos na Palestina, o Hamas é considerado aquele que tem o maior número de integrantes e o que mais possui recursos financeiros. A etimologia do nome em árabe constitui um acrônimo para Movimento de Resistência Islâmica. Sua origem se deu em 1987, depois do início da primeira intifada palestina contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

Em sua fundação, o Estatuto do Hamas definiu como terra islâmica a Palestina histórica e, inclusive, o atual território do Estado hebreu. Os territórios palestinos compreendem duas áreas de terra não contínuas: a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Desde 2007, o Hamas controla Gaza, que está localizada em um estreito pedaço de terra na costa oeste do Estado israelense e tem uma das mais altas densidades demográficas do globo, com cerca de dois milhões de habitantes em apenas 365 km2. Nestes 36 anos de existência, o grupo recusou todo e qualquer acordo de paz com Israel, cuja existência geopolítica não é reconhecida pelo braço armado palestino.

Fonte: www.todamateria.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *