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Hezbollah une esforços ao Hamas contra Israel em segundo dia de confrontos

Neste domingo (8), novos bombardeios foram registrados na Faixa de Gaza e em Israel. As mais recentes explosões foram reportadas na Faixa de Gaza de madrugada, no horário local, e se intensificaram durante toda a manhã e ao longo do dia. Ouvidos por repórteres da agência Reuters, militares hebreus declararam que os novos ataques vieram do norte de Israel, vindos da fronteira com o Líbano.

Ainda segundo as forças armadas israelenses, o Hezbollah foi outro grupo palestino islâmico radical que assumiu a autoria de ataques contra o território judeu em “solidariedade” ao seu povo na Faixa de Gaza. O Hezbollah investiu contra três posições militares hebraicas, em uma localidade conhecida como Fazendas de Shebaa, que compreende um território ocupado por Israel desde 1967, que é reivindicado pelo Líbano.

Os militares israelenses declararam ter revidado o ataque do Hezbollah, quando um drone atingiu um posto do braço armado do grupo na fronteira com o Líbano. Eles também disseram que continuarão a executar as operações de retaliação em oito áreas nos arredores da Faixa de Gaza, no sul do país. Ainda de acordo com eles, foi bombardeado em Gaza um complexo que seria utilizado pela inteligência do Hamas, que, por sua vez, publicou uma declaração, segundo a qual seus integrantes continuarão mobilizados em “lutas ferozes” dentro do Estado hebreu.

Como começou a guerra?

No sábado (7), líderes do Hamas declararam que começavam uma grande operação de retomada do território tomado pelos israelenses e reivindicado pelo povo palestino. Um dirigente de alta graduação do grupo armado chegou a afirmar que mais de 5 mil foguetes haviam sido disparados contra o Estado hebreu a partir da Faixa de Gaza.

Famílias de israelenses em massa se dirigiram para os abrigos quando as sirenes soaram em todo o país, inclusive em grandes cidades, como Tel Aviv e Jerusalém, anunciando os ataques, que alvejaram prédios e veículos. Por terra e mar, militantes armados do Hamas invadiram Israel pelo sul do país, vitimando transeuntes nas ruas e, inclusive, causando uma grande chacina em uma rave.

O festival de música eletrônica Universo Paralello acontecia no sábado, na região sul de Israel, próximo à Faixa de Gaza, quando os terroristas do Hamas adentraram no local. Testemunhas e equipes de salvamento dizem que aproximadamente 260 israelenses foram assassinados.

Além disso, há incontáveis relatos de que colonos judeus foram sequestrados por integrantes do braço armado palestino, o que, segundo as autoridades israelenses, trata-se de uma estratégia do Hamas de utilizar reféns como moeda de troca para a libertação de militantes do grupo extremista que se encontram encarcerados em penitenciárias do Estado hebreu. A estratégia complica ainda mais os esforços diplomáticos e a logística do conflito por parte de Israel, que teme que seus ataques possam alvejar seus conterrâneos cativos.

Prédios na Faixa de Gaza são alvejados pela força aérea israelense. Foto: P Photo/Adel Hana

Contexto histórico

O caldeirão político e ideológico que inflama a Palestina remonta a 1947, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs ali a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, cuja região então vigorava sob colonização britânica. No ano seguinte (1948), Israel foi reconhecido como país, mas não houve continuidade política nas negociações para a formação do estado árabe, o que deu origem à disputa pelo território e há vários acordos de paz, que sempre foram frustrados por diversas razões.

 

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