Dia após dia, servidores federais estão aderindo a paralisações por conta da falta de reajuste salarial, conforme comunicado pelo governo Lula no fim do ano passado. Nesta semana, profissionais da área do meio ambiente, como o ICMBio, estão realizando assembleias para deliberar sobre a interrupção do trabalho, a exemplo do que faz o Ibama desde o primeiro dia útil de janeiro.
Como já mostrou a ACD em diversas oportunidades, o valor que seria necessário para a reposição salarial dos servidores nos últimos 14 anos é menor do que a receita destinada anualmente para um dos mecanismos do Sistema da Dívida: a Bolsa-Banqueiro.

Assembleia unificada em frente à Câmara Municipal de São Paulo (foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Enquanto isso, o Congresso aprovou a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2024, destinando R$ 2,5 trilhões para os gastos com a chamada dívida pública federal, que o TCU já comprovou que não tem contrapartida alguma em investimentos. Ou seja, não faltam recursos, o que falta é uma política econômica que priorize as necessidades do serviço público brasileiro.
Durante a reunião do Conselho Político da ACD, realizada em 19 de dezembro, esse foi o debate central da análise de conjuntura, tendo sido aprovada por unanimidade a proposta de realizar reunião no início de 2024, envolvendo todos os movimentos sociais, sindicatos, associações, centrais e demais organizações populares, para lutar pelo atendimento dos direitos sociais.
Precisamos lutar para preservar o serviço público em risco e unir forças para enfrentar o Sistema da Dívida.
| Artigo originalmente publicado no site da Auditoria Cidadã da Dívida, em <https://auditoriacidada.org.br/servidores-em-greve-em-vez-de-bolsa-banqueiro-governo-poderia-reparar-perdas-de-todo-o-servico-publico-federal/>. |

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