São Paulo, 03/06 – O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a criação de tarifas de importação adicionais ao Brasil, à União Europeia e a outros 58 países devido à “falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. Segundo o órgão, a prática “onera ou restringe” o comércio americano.
No caso do Brasil e de outros 54 países, a nova taxação será de 12,5%. Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia serão submetidos a uma taxa de 10%, por causa da tentativa de impedir a importação de produtos que teriam mão-de-obra irregular.

Foto: White House/EUA
A decisão foi publicada no final da noite desta terça-feira, 2, e resulta de uma investigação contra a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão.
O anúncio já era esperado por empresários brasileiros. Caso seja aplicada, a cobrança, no caso do Brasil, se somaria à tarifa de 25% anunciada pelo USTR na véspera, como resultado de uma investigação sobre as práticas comerciais do Brasil.
De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado acarretam um cenário no qual o comércio americano compete em desvantagem em nível global.
![]()

O portal de notícias Congresso em Contexto (CNPJ: 19.920.208.0001-57) tem sede em Brasília (DF) e possui uma linha editorial independente, sendo mantido por recursos próprios e com o aporte de patrocinadores, não tendo vínculo com nenhum governo. O portal também não se responsabiliza pelas opiniões expressas por seus colunistas e por articulistas.
