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Rubio: Golfo rejeita cobrança em Ormuz; EUA veem avanço em acordo entre Israel e Líbano

Por Pedro Lima

São Paulo, 25/06 – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira, 25, que não há apoio dos países do Golfo para qualquer tipo de cobrança pelo uso do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. Segundo ele, a proposta também não seria viável na prática.

Durante coletiva de imprensa, Rubio acrescentou que “taxas e pedágios são a mesma coisa” e que um mecanismo desse tipo “sequer é operacional”. O secretário afirmou ainda que Omã manifestou, durante reunião realizada nesta quinta-feira, oposição à ideia e ressaltou que Washington não fará nada que prejudique seus parceiros da região. Rubio classificou como “muito boa” a reunião com os países do Golfo e disse que a relação com Omã “está ótima”.

Sobre a segurança regional, Rubio afirmou que os EUA monitoram os incidentes entre Israel e Líbano e disse que as partes estão “perto de um acordo inicial”. Segundo ele, Washington acompanha de perto os desdobramentos na fronteira.

Trump e Marco Rubio: “taxas e pedágios são a mesma coisa”. Foto: Getty Images

Em relação ao Irã, Rubio afirmou que os EUA julgam Teerã por suas ações, e não por sua retórica, acrescentando que os iranianos “continuarão fazendo anúncios maximalistas”. Segundo ele, o memorando de entendimento em negociação aborda a interferência iraniana em outros países e o sistema político do país continua sob liderança de “clérigos radicais”.

O secretário disse ainda que a participação do vice-presidente JD Vance nas negociações demonstra a seriedade do governo Donald Trump com o processo. Também alertou que, se o Irã utilizar recursos para financiar grupos aliados na região, “o acordo não funciona”. Rubio afirmou desconhecer qualquer transferência para Teerã de recursos iranianos atualmente mantidos no Catar e disse que um eventual fundo para reconstrução do Irã não foi discutido com os países do Golfo.

Rubio acrescentou que Trump “tem muitas opções” caso as negociações com o Irã fracassem. Ele também afirmou que recebeu sinais positivos do Iraque após conversa entre o primeiro-ministro do país, Ali al-Zaidi, e Trump. Por fim, reconheceu divergências entre Trump e a Itália sobre o Irã, mas afirmou que os dois lados trabalharão para superar o impasse e concluir acordos bilaterais.

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